Encontrada por
casado em umas das minhas idas à livraria, a HQ Pátria Armada, hoje, tem destaque na minha coleção e,
principalmente, em minhas indicações. Situando aqueles que não sabem do que
estou falando, no mês de fevereiro deste ano encontrei uma hq nacional chamada
"Pátria Armada", escrita e desenhada por Klebs Junior. Diante de uma capa tão emblemática, fui pesquisar e
tomei um susto ao descobrir que esta publicação foi fruto de um financiamento
coletivo e terá mais dois volumes para completar a história. Adianto que já
estou na fila de reserva pela continuação.
Para aqueles que
estão pensando que Pátria Armada é
algo militar, digo que estão enganados. O enredo também conta com personagens
dotados de poderes, o que é, na verdade,
consequência da Bomba Bioquímica soltada no país no começo do conflito. Calma!
Sem preocupação, a presença de super humanos não coloca nossa hq em um estilo X-men, pois é feita de forma sutil e
natural. O plot principal sempre será o conflito entre os Federalistas (grupo
militar que tiraram João Goulart do poder) e os Legalistas (grupo formado por
civis e militares que não aceitaram a imposição do golpe).
Poderia passar
muito tempo comentando e explicando o enredo, e até falando spoiler (que estou
doida para comentar), mas vou me segurar e falar da parte de edição. Como já
comentei, o roteiro e a ilustração é de Klebs Junior, já a arte-final fica a
cargo de Wellington Diaz e Nelson Perreira; as cores foram de responsabilidade
de Renne Stefani, Calos Lopez e Marcio Menyz; E por fim, mas não menos
importante, as letras foram trabalho de Gisele Tavares. Claro que tenho que dar
os parabéns ao Instituto dos Quadrinhos, que abraçou a divulgação da hq.
Com uma pegada um
pouco diferente do que estou acostumada a ler, fui fisgada pela ideia de uma
realidade alternativa em que o golpe militar de 64 não deu tão certo, levando a
nação a uma guerra civil. Nem preciso dizer que a revista dá uma aula de
localização histórica, mesmo se passando no ano de 1994, depois de 30 anos de
guerra, onde tudo foi adaptado para o jeitinho Brasileiro, nossa disputa tem
cessar fogo no período do carnaval e em feriados, pois ninguém quer atrapalhar
o descanso do trabalhador comum... Isso é sério! É o tipo de coisa que penso
acontecer no nosso país.
Para aqueles que
estão pensando que Pátria Armada é
algo militar, digo que estão enganados. O enredo também conta com personagens
dotados de poderes, o que é, na verdade,
consequência da Bomba Bioquímica soltada no país no começo do conflito. Calma!
Sem preocupação, a presença de super humanos não coloca nossa hq em um estilo X-men, pois é feita de forma sutil e
natural. O plot principal sempre será o conflito entre os Federalistas (grupo
militar que tiraram João Goulart do poder) e os Legalistas (grupo formado por
civis e militares que não aceitaram a imposição do golpe).
Posso dizer que a
história é eletrizante e envolvente, tanto que queria mais páginas... Sai logo
numero dois!!! É possível se identificar com algumas discussões, pois não é o
fato de que nunca tivemos uma guerra civil que não podemos fazer uso de alguns
argumentos para questionar o futuro do Brasil. Neste ponto, dou os parabéns
para Klebs por ter bolado um enredo tão espetacular e atual, mesmo a história
sendo datada para ter acontecido no ano de 1994.
Poderia passar
muito tempo comentando e explicando o enredo, e até falando spoiler (que estou
doida para comentar), mas vou me segurar e falar da parte de edição. Como já
comentei, o roteiro e a ilustração é de Klebs Junior, já a arte-final fica a
cargo de Wellington Diaz e Nelson Perreira; as cores foram de responsabilidade
de Renne Stefani, Calos Lopez e Marcio Menyz; E por fim, mas não menos
importante, as letras foram trabalho de Gisele Tavares. Claro que tenho que dar
os parabéns ao Instituto dos Quadrinhos, que abraçou a divulgação da hq.
Já que entrei na
parte técnica, tenho que dizer que Pátria
Armada tem 52 páginas e todas coloridas em papel tipo couchê. O traço do
desenho é ótimo e as páginas duplas são um show à parte. No final da revista
temos um anexo que mostra algumas notícias de jornais (ensanguentadas) sobre os
fatos da guerra, só para situar o leitor, além de um mapa do país e quais os
estados estão na mão dos Federalistas e dos Legalistas. Só fazendo um
comentário rápido, numa guerra em que todos têm de escolher um lado, o Rio de
Janeiro se mantém neutro, dá pra acreditar!? Ai, tinha que comentar isso! Fica
a dica desta hq maravilhosa: corre para as bancas, livrarias ou procure na
internet onde comprar, mas leiam, pois vale muito a pena.



Gente que maravilha! E que criatividade.Sério, parece ser muito boa a história.Os acontecimentos do período militar por si só já são interessante,mas ler algo sobre uma possível guerra civil é de fato instigante.
ResponderExcluirFiquei com vontade absurda de ler.Vou procurar sim!
Poesia em Transe
Que bom... agora em janeiro, teve o lançamento do volume 2 da resvista que sera em 3 volumes... eu infelizmente nao consegui ainda.
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